Arquivos por mêsjulho 2018

Diretor da Globosat ataca à Netflix dizendo "Ela está produzindo muita merda"

(Imagem/Divulgação)”A Netflix está produzindo muita merda, como a gente produziu no começo [da TV por assinatura no Brasil]”. O ataque é de Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, programadora de canais pagos do Grupo Globo. A declaração resume ao mesmo tempo a preocupação e o desdém do mercado brasileiro de TV em relação à gigante do streaming mundial. Foi proferida na segunda-feira (30) em um painel que discutiu o futuro da TV paga, na primeira edição do PayTV Forum, em São Paulo.Pecegueiro avalia que a Netflix “está produzindo loucamente” para compensar a perda do conteúdo dos grandes estúdios norte-americanos, que estão retirando seus filmes e séries do catálogo da plataforma para lançar serviços próprios de OTTs (sigla para over-the-top), como são chamadas as operações de distribuição por conteúdo online. E, nessa produção “enlouquecida”, a qualidade está deixando muito a desejar.O principal executivo da Globosat aposta que a política da Netflix de altos investimentos em conteúdo e a cobrança de mensalidades baratas não vai se sustentar por muito tempo. Para ele, a empresa já teve “um primeiro soluço” no primeiro semestre deste ano, quando registrou prejuízo de US$ 845 milhões. Seus investidores não resistirão a um “segundo soluço”, acredita ele.”Quando vejo o dinheiro que a Netflix está investindo em conteúdo, em comparação com os grandes estúdios americanos, soa como desaforo. E dinheiro não guarda desaforo”, profetiza. A Netflix prevê investir US$ 8 bilhões em produções neste ano.Pecegueiro aponta uma concorrência predatória da gigante do streaming. “A Netflix tem inúmeras qualidades. Ninguém questiona a tecnologia, a mudança no hábito de consumo. O que a gente questiona desde o começo é que o modelo de precificação era desnecessário”, disse no PayTV Forum. Para o diretor-geral da Globosat, a Netflix é “uma destruidora de valores da indústria, pois entrega uma grande quantidade de conteúdo por um preço baixo.Futuro da TV pagaDe uma forma geral, programadoras e operadoras não veem seus negócios ameaçados pelo avanço da Netflix e similares. Elas terão, no entanto, que se ajustar à nova realidade.Para Marco Dyodi, diretor de marketing da Net, maior operadora de TV paga do país, “a chave está na convergência” entre conectividade com a oferta de conteúdo. Ou seja, a indústria vai continuar robusta porque oferece telefonia, banda larga e TV por assinatura.Alessandra Pontes, vice-presidente de afiliadas da Discovery, afirma que a “TV tradicional já não existe”, porque todos os canais já têm versões online. Ela ressalta que, mesmo com a queda de assinantes (2 milhões nos últimos quatro anos), a audiência dos canais lineares está crescendo.A questão passa a ser, então, até quando os canais lineares resistirão, face à mudança de hábito do consumidor para o video on-demand. Para Bernardo Winik, diretor-executivo comercial da Oi, a saída é “ir para onde o consumidor quer”. “O consumidor fala que ele paga por uma série de conteúdos que não usa. O desafio é: Como a gente sai do empacotamento de canais para a customização?”, pergunta.Michel Piestun, general manager da Fox Networks Group, tem a resposta. “O empacotamento vai continuar existindo, mas talvez seja um outro empacotamento. Vai existir o empacotamento um a um. Esse é o futuro”, sentencia.Um outro movimento da indústria da TV por assinatura é a venda direta ao consumidor dos conteúdos das programadoras, sem a interferência das operadoras. A HBO já faz isso. Na semana passada, a Globosat passou a vender a assinatura de canais pay-per-view e, no ano que vem, irá oferecer o Telecine em aplicativo.Isso não significa mais um golpe no modelo que mantém a TV paga? Para Alberto Pecegueiro, não. “A venda direta ao consumidor é ancilar, é para atender franjas do mercado”, diz.Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, que apresentou um estudo sobre o consumidor brasileiro no PayTV Forum, diz que o futuro da TV paga está, sim, ameaçado. “Isso vai acabar em 20 anos”, quando a banda larga via cabo for substituída pela banda larga por radiofrequência.Para Meirelles, a venda direta pelas programadoras é uma tendência que ficará cada vez mais forte, porque todos os novos televisores são smart, conectados à internet, e todos os canais estarão neles, em aplicativos, com seus conteúdos via demanda.Enquanto as programadoras lançam aplicativos, as operadoras se veem como “agregadoras” de conteúdo, que podem carregar até a rival Netflix. Para Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, os ajustes permitirão que a TV por assinatura sobreviva por mais “50 ou 60 anos”.Via: Notícias da TV

Serviços OTT’s é a fórmula para manter os assinantes conectados de alguma forma a TV paga

(Imagem/Divulgação)Programadoras e operadoras buscam uma forma de complementar os serviços de TV por assinatura tradicional e abrir novas possibilidades de mercados, em linha com a demanda da nova geração de consumidores. A dificuldade é não canibalizar a base atual da TV paga, permitindo uma saída para o cord cutter manter parte do conteúdo e ainda tendo uma opção mais barata de entrada aos conteúdos da TV por assinatura. A conclusão foi apontada durante o PAYTV FORUM 2018, que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho, realizado por TELETIME e TELA VIVA.Segundo Alessandro Maluf, diretor de TV da Net Serviços, a operadora vem investindo na plataforma multiscreen, com a presença de praticamente todos os programadores, oferecida de forma gratuita para os assinantes de TV, através de assinaturas adicionais (mas também para assinantes do serviço de TV) e transacional. “Discutimos o tempo todo com programadores e a área de tecnologia soluções que possam fazer sentido. Mas hoje focamos nos assinantes de TV”, diz.Todos os clientes do grupo Claro têm acesso à plataforma Now. Os assinantes do Claro Móvel tem acesso a alguns conteúdo, pode assinar produtos desenvolvidos com as programadoras para não assinantes de TV e ainda acessar o transacional.A Fox tem uma das soluções oferecidas a não assinantes de TV. Segundo Adriana Naves, vice presidente de distribuição da programadora, O Fox+ foi criado para permitir o acesso ao conteúdo aos clientes que deixam a TV paga, mas também trazer uma nova geração de assinantes ao serviço. O Fox+ conta com o VOD e feed ao vivo dos canais lineares da Fox, incluindo Fox Sports e o Fox Premium. A programadora prepara ainda duas versões mais simples de pacote. O atual é vendido por cerca de R$ 35.Marcello Zeni, vice presidente de afiliadas da ESPN/Disney, concorda que é importante que haja uma saída da TV paga mantendo algum contato com o conteúdo do serviço. “Estamos sempre buscando um conteúdo que atenda aquele que vai desconectar a TV. Quando puder novamente, vai voltar ao pacote mais completo”, explica.O desafio, para Zeni, é construir uma oferta que não canibalize o serviço principal, que é a TV paga.Via: Telaviva

Globosat e Sky pedem união do setor de TV paga frente à crise "Temos um legado a defender."

(Imagem/Reprodução)O diretor geral da Globosat, Alberto Pecegueiro, e o CEO da Sky, Luiz Eduardo Baptista, cobraram, durante o PAYTV Forum, que acontece esta semana em São Paulo, união do setor para proteger a TV paga dos entrantes no mercado de conteúdo. “Estamos sempre sendo desafiados e o entrante sempre tem a simpatia. O negócio da TV paga sempre encontra reação do consumidor”, disse Pecegueiro. “Estamos numa era em que todos os ‘seres jurássicos’ têm que se unir. Temos um legado a defender. Tem muito o que podemos fazer em cooperação, mantendo ainda alguma concorrência”, concordou Baptista. Para eles. A indústria de TV por assinatura tem muito a mostrar e um grande valor conjunto, quando olhado sob a ótica da oferta de todos os canais, mas muitas vezes isso acaba não sendo percebido.Pecegueiro fez duras críticas ao modelo da Netflix no evento. Segundo ele, ao entregar conteúdo por um valor baixo, a plataforma destrói o valor da TV por assinatura. “Netflix tem inúmeras qualidades. Ninguém questiona as novidades tecnológicas e a mudança no hábito de consumo que ela trouxe. A questão é que o modelo de precificação ainda é insuficiente. Até que encontre um modelo sustentável, ela é uma destruidora do valor do setor”, disse. “Por que se entrega tanto conteúdo por tão pouco valor?”, questionou.Segundo ele, os estúdios já admitem que criaram um monstro ao ceder conteúdos à Netflix. Hoje, a plataforma destina grande volume de recursos a produções exclusivas, enquanto os estúdio começaram a retirar seus conteúdos. “Esses conteúdos (dos estúdios) ainda representam 70% a 80% dos acessos. Aumentar o volume de produção própria, em nível global, pode ser irresponsável”, disse o executivo. Para Pecegueiro, como o Brasil é o segundo mercado da plataforma, é também  desse investimento. O executivo diz que o investimento por aqui, no entanto, é de qualidade duvidosa, “como aconteceu conosco no passado”. A série “3%”, produzida para a Netflix no Brasil pela Boutique, chegou a ser, entretanto, a série de língua não-inglesa mais assistida dos EUA.O executivo destaca que o volume de conteúdo na TV paga é substancialmente maior. “Em 2017, o conjunto das programadoras da TV paga ofereceu 2,3 mil séries. A Netflix tem 1,2 mil”, disse. Ele se refere a conteúdo com dois ou mais episódios.O diretor geral da Globosat atacou ainda a entrada dos players online na disputa de direitos esportivos. “A bolha do preço de direitos esportivos cresce e estoura periodicamente, mas como pode crescer exponencialmente enquanto o país vive sua pior recessão. Ninguém aqui está soltando foguetes. Por quê o segmento esportivo está fora desse processo? Por que alguém vai se dispor a pagar o dobro do que foi pago no último ano?”Segundo Pecegueiro, a compra dos direitos da Champions League pelo Facebook foi “um processo não ético”. Além disso, ele diz que a rede social não sabia qual é realmente o negócio: “Agora tem que produzir os jogos e não sabe fazer isso”. Para o executivo, o investimento não vai se pagar. “Eles vão aprender isso. Coletivamente a indústria de TV é muito forte. Dá para segurar até eles aprenderem”, afirmou, ao ser questionado se esses novos modelos trazidos não corriam o risco de desestruturar a indústria de TV paga até que um modelo de equilíbrio fosse encontrado.CriseOs dois executivos comentaram também a queda de base no setor. “Não percebemos queda de demanda. Há muita ‘desconexão involuntária’ (quando a operadora corta o sinal por inadimplência). Acabou o dinheiro, mas o assinante ainda percebe o valor do produto”, disse Pecegueiro. “Todos nós perdemos margem, mas colocamos em primeiro lugar a qualidade porque sabemos que uma hora saímos dessa encrenca. Esses ciclos da economia brasileira – na hora que sai, tem que ter um produto bom para entregar.Para Baptista, pode-se apresentar diferentes explicações sobre a retração do setor nos últimos anos com base em mudanças de hábitos, novas aspirações, evolução da tecnologia etc. Mas o que vale mesmo para explicar é a falta de renda. “Temos uma indústria que tem uma correlação íntima com o índice de emprego”, disse. “Tomamos a decisão há quatro anos de ser intolerante com quem não pode pagar o custo mínimo do que entregamos. Para quem ficou, temos resultados melhores. Quem achávamos quera coisa momentânea, contemporizamos. Mas os outros, deixamos ir”.Para o presidente da Sky,  o setor precisa se reorganizar para um processo de cadeia de valor com desintermediação. “Vai sobreviver quem tiver o marketing de conteúdo parrudo. Me vejo como muito mais que uma operadora: um distribuidor de conteúdo”, disse.O presidente da operadora de DTH lembrou ainda que o desarranjo do mercado traz o tema da curadoria. A questão a ser resolvida é como se criar um market place de conteúdos, incluindo a curadoria das operadoras. Para a Sky, “fair share” de cada elo vai mudar, mas os grandes market places de conteúdos, os shopping centers, não vão morrer. “Eu não trabalho para destruir valor de nada que não tenha um swap imediato”, disse o executivo. “Os entraves são os conflitos de como fazer. Como sair do modelo a para o B”.Via: Telaviva

TV paga está preparada para evoluir, mas tem dificuldade para se comunicar

(Imagem/Divulgação)Provocados por Renato Meirelles, sócio do Instituto Locomotiva, programadores e operadores de TV paga fizeram um mea culpa sobre a imagem de supérfluo que recai sobre o setor. Durante o Pay-TV Forum 2018, realizado por TELETIME e TELA VIVA nos dias 30 1 31 de julho em São Paulo, Meirelles disse que há um mudança no negócio da infraestrutura para a curadoria e é isso que precisa ser divulgado. “O papel das operadoras e programadoras é semelhante ao da imprensa no combate ao fake news. Temos que mostrar qual é a relevância do papel do conteúdo. Há uma impressão de que é um supérfluo, quando não é”, afirmou. Como exemplo, destacou que os canais de notícias preparam o jovem para o mercado de trabalho, e os canais infantis são alternativas seguras quando, em crise, falta dinheiro para contratar uma babá.Para Alessandra Pontes, vice-presidente de vendas e relações com afiliados da Discovery Networks, com a chegada das plataformas OTT, o setor ficou com uma imagem negativa. “Vestimos a carapuça de patinho feio e temos que nos libertar disso”, afirmou. Segundo ela, o que há de conteúdo relevante no universo digital vem da TV por assinatura ou ainda chegará à TV por assinatura quando tiver maturidade. “Os youtubers sonham em ter um programa na TV paga”, disse. Além disso, destacou que o Netflix está limitado a alguns dos gêneros contemplados na TV por assinatura.Para Agrício Neto, CEO da Claro TV, o setor até consegue se comunicar com o assinante, mas é um trabalho recorrente. Segundo ele, a presença das operadoras na Internet tem ajudado na busca pela programação e isso ajuda a mostrar o valor do negócio de TV. “Não é no 30 segundos do primetime que vamos levar a mensagem ao assinante, mas em uma comunicação constante”, disse.Marco Dyodi, CMO da Net, vai na mesma linha, também apostando nas novas tecnologias para engajar o assinante. “A recomendação de conteúdo hoje permite atingir mais público do que antigamente. A comunicação antes se dava através de uma revista”, lembrou.Preparo tecnológicoDe acordo com programadores e operadores, o setor está bem preparado para atender às demandas que chegaram com a distribuição não-linear e sob demanda de conteúdo. A crise que vem enfrentando é reflexo da perda de poder aquisitivo associada à mudança nos hábitos. “Há uma adequação ao hábito de consumo e o nosso negócio acompanhou a mudança de hábitos do consumidor, talvez não na mesma velocidade”, disse Agrício Neto, da Claro.Segundo Fernando Ramos, diretor executivo da G2C, a fórmula a ser seguida é avançar com o desenvolvimento da plataforma buscando alternativas que quebrem a percepção de que o serviço é formado apenas por canais lineares e empacotados.Segundo Marco Dyodi, da Net, o consumidor que busca mais conteúdo, parte sempre da conectividade. E, para ele, a convergência entre produtos permite fazer uma proposta de valor mais interessante ao consumidor, uma vez que as novas formas de não-linear ajudam a criar valor (VOD, catch-up, TV everywhere).Alessandra Pontes vai na mesma linha dos outros debatedores. Para ela, a TV tradicional já não existe mais e o setor já está preparado para o on demand e outros devices. O valor da TV por assinatura se evidencia ao observarmos, nos últimos anos, um crescimento da audiência muito grande. “Consumidor está consumindo mais o conteúdo, o que tem valor. Temos que contar às pessoas que tanto operadores quanto programadores têm ofertas para acessar conteúdo onde como e quando quiser”, disse.Para Simoni Sobelman, diretora de vendas da Turner Brasil, a TV por assinatura estava acomodada e foi provocada pela entrada dos OTTs. Hoje a maioria das programadoras tem seu produtos digitais, ainda que pouco divulgados. “Todo mundo reconhece a mudança no mercado e sabemos que temos que evoluir para atender as necessidades. Temos que apoiar as operadoras em todas as investidas delas. A função das programadoras é produzir, comprar e programar conteúdo para atender as necessidades das operadoras e dos assinantes”, disse. Soluções acessíveisSegundo Agrício Neto, a TV paga encolheu principalmente no menor poder aquisitivo, onde o DTH está mais concentrado, já que o cabo está nas localidades com maior renda. “Os novos produtos estão ajudando e nós estamos indo atrás disso. Mas não podemos esquecer que lidar com Brasil é muito diferente de lidar com São Paulo. A classe C de São Paulo não é igual à de fora”, diz. Para a Claro, a realidade é justamente a que está mais distante dos grandes centros, já que nestas localidades o grupo conta as operações de cabo da Net. Uma das grandes apostas é justamente na venda pré-paga, que para Agrício Neto oferece uma oportunidade de acesso ao assinante de menor renda com o mínimo de risco para a operadora.Encontrar a sustentabilidade do novo modelo ainda é um desafio. Para Net, Claro, Globosat, Discovery e Turner, o desempacotamento (unbundling) da programação não é a solução. “Temos oferta competitiva na TV paga. O unbundling não parece que vai trazer grande valor ao consumidor final. O somatório dos produtos que compreendem os conteúdos da TV paga é muito mais caro que um pacote de TV”, disse Fernando Ramos. Para ele, é mais relevante a adição de ofertas, pelas operadoras ou diretamente pelas programadoras, para que não tenha a percepção de que é necessário ter o pacote completo. “Acontece, por exemplo, com Telecine, que não é mais atrelado a pacotes de TV, ou o que fizemos com o Combate”, disse. O conjunto de canais Telecine não é mais vendido dentro dos pacotes, mas como um complemento a eles. Já o Combate, além da mesma forma de comercialização do Telecine, também pode ser vendido a não assinantes de TV, como uma solução OTT.Simoni Sobelman também não acredita no sucesso do unbundling, que, segundo ela, não funcionou onde foi tentado. “Ficou mais caro para o consumidor. Não é a salvação para o mercado, que já tem alternativas como o pré-pago”, disse. “A indústria do celular ensinou o consumidor a ter um produto mais limitado, mas com um preço mais acessível. Ele ainda tem a possibilidade de acessar todo o conteúdo. A questão é que a classe C quer ter controle dos gastos”, completou Agrício Neto.Renato Meirelles, sócio do Instituto Locomotiva, apontou ainda que o consumidor assumiu as rédeas do orçamento familiar, buscando nova fontes de renda e, sobretudo, controlando melhor os gastos. “As pessoas não esperam mais uma solução de fora. As empresas que ajudem elas nesse sentido, vão sair da crise maiores do que entraram”, finalizou.Via: Telaviva

Assinantes não conseguem abrir mão da TV paga, mas querem valer cada centavo investido em serviços

(Imagem/Divulgação)”Bolso sozinho não explica cabeça do consumidor”, disse Renato Meirelles, sócio e presidente do Instituto Locomotiva, ao apresentar um breve panorama da economia brasileira atual e as recentes mudanças de hábito do consumidor nos últimos anos no primeiro dia do PayTV Forum 2018, organizado por TELETIME e TELA VIVA nos dias 30 e 31 de julho em São Paulo. Segundo ele, nos últimos 15 anos a renda familiar média dos 25% mais pobres foi a que mais cresceu – em 73%, contra 18% de aumento de renda dos mais ricos, por exemplo. Outro dado importante nesse sentido afirma que há hoje, na mesma classe econômica, diferentes pessoas, de diferentes profissões e visões de mundo. “Na classe A, existem de diretores de empresa a donos de padaria, e na classe C, de operários a professores”, destaca a pesquisa, o que justifica a declaração de Meirelles.Além disso, dentro da classe AB, 42% não possuem TV por assinatura e apenas um quinto já viajou para fora do país. Enquanto isso, na classe C, 94% dos jovens são internautas, 30% possuem TV paga e 74% têm smartphone. A partir daí, o presidente da Locomotiva lançou a provocação: o quanto o portfólio de TV por assinatura está adequado a essa realidade? “É necessário fazer um exercício de humildade e se colocar no lugar do consumidor para entender as demandas de sua perspectiva.”, apontou.Saindo um pouco de termos financeiros, a pesquisa da consultoria ressalta três principais vetores de transformação no comportamento do consumidor:Mudança na régua de qualidade;Democratização tecnológica;e Empoderamento e novas identidades.Meirelles dá algumas interpretações geradas a partir daí: mesmo na crise, o consumidor não abre mão daquilo que conquistou. “Para ele, é mais fácil não ganhar do que perder aquilo que já havia ganhado”, afirmou. No âmbito do audiovisual, isso se traduz no dado de que 33% dos assinantes migraram para opções mais baratas dentro da TV por assinatura. Ou seja: o brasileiro não quer abrir mão do serviço, mas está mais atento ao custo X benefício e, hoje em dia, quer fazer valer a pena cada centavo investido em serviços. A informação, contudo, foi contestada por operadores presentes ao evento, que disseram não estar havendo um movimento relevante de downgrade de pacotes.Entrando ainda mais nos dados do setor, Meirelles aponta que, atualmente, 32% dos domicílios brasileiros têm TV paga, contra 68% não-assinantes do serviço. Desses 32%, 42% têm Netflix. Nesse cenário, há outras especificações relevantes sobre classe social e idade: a Netflix faz parte do dia a dia da classe C – essa parcela da população representa 24% das assinaturas da plataforma no país (e somente 10% da TV paga); e ela é paga, principalmente, por jovens de até 29 anos – eles representam 49% das assinaturas. A conclusão a partir dessas informações é que o público consumidor hoje está mais popular, mais jovem e mais exigente – esta última característica por fatores como a crise econômica ainda enfrentada pelos brasileiros e pela abertura da regra de qualidade citada acima. Segundo o instituto, apenas 18% percebe alguma melhora na crise.Outra conclusão está relacionada à tecnologia: o acesso à internet continua crescendo no Brasil (foram cerca de 68 milhões de novos usuários na última década) e, hoje, o smartphone já é o device mais utilizado para esse acesso. A partir daí, constata-se que esse público está mais tecnológico também – lembrando que essa tecnologia não pode ser cara, uma vez que ele está focado cada vez mais no custo X benefício e não paga mais por serviços que não utilizar com uma frequência que justifique o gasto. Fica, para o mercado, o desafio de se adaptar às mudanças tecnológicas, entender os desejos desse consumidor e traduzir, na prática, suas novas demandas de consumo dentro dessa realidade sócio-econômica do Brasil.Via: Telaviva

Deus Salve o Rei: novela equivocada, mas de sucesso!

Na minha humilde opinião, como telespectador, Deus Salve o Rei foi uma novela equivocada. Primeiro a direção falhou com Bruna Marquezine, fazendo com que a “coitada” pagasse um mico com uma interpretação robótica. Convencido do erro, Fabrício Mamberti, o diretor geral, mudou o tom da Catarina, papel de Bruna, e deixou a atuação dela mais natural. Ela não é uma péssima atriz, não chega a ser extraordinária, mas, robótica, estava dando vergonha. Após ajustes, Bruna protagonizou boas cenas. E, em algumas, mereceu até aplausos. O último capítulo, por exemplo, foi dominado pela atriz que deu a volta por cima. Ela sai de cabeça erguida, e nós (público) aliviados. 

Não fui fã de Deus Salve o Rei. Não sentirei falta, para mim, foi apenas mais uma. Acompanhei boa parte da novela, e os altos e baixos me incomodaram. Principalmente, os ajustes que não foram pontuais, foram grotescos. As mudanças foram exageradas. A novela perdeu a identidade. 

No geral, se fosse para escolher um nome de Deus Salve o Rei, citaria o de Johnny Massaro. Do início ao fim, o ator esteve brilhante com seu divertidíssimo Rodolfo. 

Por se tratar de uma novela das sete, Deus teve pouco humor. Infelizmente, com os ajustes, o autor apelou para o drama e para a violência. Em alguns momentos, Rodolfo (responsável pela parte mais engraçada da novela) perdeu espaço. 

Fabricio Mamberti – o diretor geral – pode ter falhado na orientação de postura/atuação de alguns atores, ou até mesmo ter feito escalações equivocadas, mas é preciso considerar o resultado final. Deus Salve o Rei apresentou efeitos especiais, figurinos e cenários luxuosos, dignos de premiações. 

Infelizmente, Daniel Adjafre, o autor titular, não conseguiu manter o fôlego dos primeiros capítulos. Ele deslanchou a história de uma só vez, e em um mês já não tinha mais o que contar. Com a entrada de Ricardo Linhares, os protagonistas voltaram a ser o centro das atenções. E os novos personagens, mesmo que desnecessários, deram ânimos para quem não aguentava mais uma novela enfraquecida, vazia e choca. 

No Ibope, Deus Salve o Rei, nos 45 minutos do segundo tempo, conseguiu um empate técnico com Rock Story. Em São Paulo, o folhetim cravou 25,57 pontos (26 pontos no arredondado). Quem não gostou da novela, precisa admitir que ela foi um sucesso de audiência. O que talvez possa se discutir é o tamanho da repercussão. Quem ama Totalmente Demais, dirá: “essa repercutiu miseravelmente”; já quem idolatra Rock Story, dirá: “ninguém chega ao pés, foi um novelão do início ao fim”. Bom, cada um analisa o ibope como lhe convém. 

As primeiras impressões

Como é bom não criar expectativas e ser surpreendido. Foi muito bom o primeiro capítulo de O Tempo Não Para: ágil e divertido. A premissa da novela é interessante, diria até que é inovadora. Resta saber como será a condução do autor. Escrever para o horário das sete, no meu ponto de vista, é um dos mais complexo. Pois tem que agradar a praticamente todas as faixas etárias. Fazendo uma análise “fria”, com base, só na apresentação do primeiro capítulo, observa-se que Mário Teixeira, o autor, impôs uma impressão de folhetim com cara e jeito de novela das sete.

Gostei da abertura, bem simples, mas agradável. Ainda bem que a direção optou por outra música tema. Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, de Raul Seixas, na interpretação de Ivete Sangalo, combina com o contexto da novela.

Juliana Paiva perfeita como mocinha. Edson Celulari e Rosi Campos ótimos. Leonardo Nogueira, o diretor geral, acertou em cheio quando escolheu esses dois para serem os pais da protagonista. Fugiu do óbvio, das panelinhas, dando chance a ótimos profissionais.

Talentoso e esforçado, Nicolas Prattes, depois de roubar a cena em Rock Story, merecia um papel de protagonista. E a química com Juliana Paiva? Uau!

Tomara que os próximos capítulos sejam do nível do primeiro. No Ibope, o capítulo de estreia de O Tempo Não Para, merecidamente, cravou 31 pontos e picos de 34. Obaaa!!!!

Orgulho e paixão

É incrível como de umas duas semanas para cá, Orgulho e Paixão se tornou uma novela agradável. Eu, para falar a verdade, já tinha perdido a esperança com esta novela. Aliás, já havia parado de assistir. Pois bem, sabendo que iriam ao ar os capítulos com os ajustes pontais, decidi dar aquela espiadinha. E gostei. A entrada de Lady Margareth, defendida brilhantemente por Natália do Valle; e de Josephine (Christine Fernandes) deram uma melhorada na novela. Susana (Alessandra Negrini) sendo desmascarada também merece destaque. As maldades desta última personagem citada eram bobas, óbvias. O papel é bom, o autor que não estava sabendo explorá-la. 

Admito que Orgulho e Paixão está agradável e até merecia uma audiência mais alta. Uma pena que demorou demais para convencer, prender a atenção. No entanto, ainda tem dois meses para fisgar a memória de seu público. Nós, geralmente, com o passar dos tempos, somente lembramos das partes mais impactantes. 

Espero que Orgulho e Paixão mantenha o pique até o fim e que, por merecimento, termine referenciada, independente dos números do ibope. Até o momento, já diria que é melhor que a sua antecessora, a insossa Tempo de Amar. Resta saber se no fim, manterei essa opinião. Isso, obviamente, depende dos desdobramentos dos próximos capítulos. Hoje, a novela pode está ótima, amanhã talvez não. Então é preciso ter pés no chão. Como tespectador, só me resta torcer, ter esperança, criar expectativas. 

É preciso voar, mas voar alto!

Infelizmente, não consegui embarcar na história de João Emanuel Carneiro. Para alguns, deve ser por implicância (não vejo motivos para isso, mas…). Para outros, que também estão frustrados com a história, apenas a constatação de que Segundo Sol é, de fato, uma novela fraca, incoerente, e que anda em círculos (quando você pensa vai avançar, volta para o mesmo lugar). 

Desde a semana passada, numa forma discreta de relançamento, as chamadas da novela (durante os intervalos comerciais) alerta o público para uma “semana decisiva”. Daí você se depara com reencontro de casalzinho, que tem química, mas, como não sai do lugar, se torna cansativo. Entre sequências fracas, entra em cena Laureta, a melhor personagem da novela, para apenas ser sarcástica e debochada. Graças ao talento da intérprete, Laureta é divertida. Não pela falas da personagem (que já estão ficando cansativas), mas pela interpretação. 

Entre as promessas de reviravoltas, na semana passada, Rosa (Letícia Colin), que para a maioria se tornou a protagonista, descobriu que Laureta e Karola (Deborah Secco) roubaram o filho de Luzia (Giovanna Antonelli). A “mocinha” estava prestes a pôr um fim à espinha dorsal da novela. João Emanuel Carneiro, no entanto, o que fez? Apostou na falta de lógica, no procedimento incoerente. Pois bem, Rosa aceitou ser sócia de Laureta e todos os personagens, sem exceção, tiveram que acreditar que foi uma parceria milagrosa da noite para o dia. No puteiro, os profissionais do sexo, aceitaram “de boa” a nova chefe. Gente, pelo amor de Deus, não dá. Eu não consigo voar assim. O problema deve ser comigo. 

Os capítulos de sexta e de sábado passados foram bons. Segundo Sol, na verdade, oscila entre capítulos bons e fracos. No sábado, as sequências de Roberval (Fabrício Boliveira) esculachando Cacau (Fabiula Nascimento) pareciam ter sido escritos por Waclyr Carrasco. A diferença, no meu ponto de vista, é só o texto. Um é mais popular, o outro, para alguns, é mais culto, charmoso. Só que esse outro, de uns dias para cá vem apelando para termos chulos, xingamentos, palavrões. E mais, percebi que há muito caco no texto (fala improvisada) que está afetando o resultado final ou contexto das cenas. Se fosse uma novela de Walcyr Carrasco, a metade do elenco já teria sido eliminado. #Deboche

A primeira fase de Segundo Sol, apesar dos micos/falhas da edição, foi muito boa. O início da segunda fase idem. Parecia que o autor, de fato, vinha com tudo. Eu não sei o que aconteceu, mas depois João Emanuel Carneiro perdeu o tesão, o rumo, o percurso, a direção… Alguns fãs dizem que ele segurou a história por conta da Copa do Mundo. Oi? O que uma coisa tem a ver com a outra? Uma novela das nove, de apenas 155 capítulos, deveria ser envolvente do início ao fim. Ou estou errado? 

No ibope, tenho certeza que Segundo Sol irá reagir. O que eu não sei é se os fãs de JEC ficarão satisfeitos com o resultado final da narrativa e até mesmo com a média final da audiência. Meus queridos, números à parte, vamos clamar à Santa Clara para que João Emanuel Carneiro, mesmo com uma narrativa desarmônica, consiga conquistar a atenção do público. Que a sensação de frustração desapareça, e que, a partir do famoso capítulo 100, surja um NOVELÃO digno do JEC de A Favorita ou até mesmo de Avenida Brasil. Amém.

E, para encerrar esse assunto, quero deixar claro que acompanho Segundo Sol. Se eu reclamo é porque assisto. E acho normal as insatisfações e frustrações. Às vezes, criamos expectativas que não existem. Por exemplo, eu não imaginava que JEC iria desenvolver, de forma, equivocada a relação entre Maura (Nanda Costa) e Selma (Carol Fazu). Eu pensei que a relação gay fosse abordada de outra maneira. É frustração que segue.

Novelas no viva

Graças ao Canal VIVA pude acompanhar algumas obras memoráveis que marcaram minha infância (Vamp) e minha adolescência (Explode Coração). E, claro, pude assistir a íntegra produções magníficas como Que Rei Sou Eu?, Rainha da Sucata, Vale Tudo, Água Viva, Pai Herói. Essas são algumas das novelas reprisadas das quais não perdia nenhum capítulo. 

Logicamente, o canal pago do grupo GloboSat nunca irá agradar 100% a todos. Mas há novelas para todos os gêneros e tipo de público. Claro, tem algumas que só empolga a minoria, como Bebê a Bordo, Tropicaliente e Sinhá Moça. 

Depois de uma fase de novelas ruins, sinto-me satisfeito com as reprises atuais (desconsiderando Sinhá Moça que está no fim). Depois de Explode Coração está sendo um prazer rever A Indomada. Vale Tudo não assisto com frequência, por falta de tempo, mas sempre que vejo tenho ainda mais a convicção de que é uma das melhores novelas já produzidas pela Globo. Vale Tudo é atemporal, quanto mais assistimos, mas valorizamos. Já sobre Baila Comigo, a substituta de Sinhá Moça, não tenho ainda o que comentar. É inédita para mim. Dizem que é a novela mais lenta de Manoel Carlos, não sei se é verdade. Irei acompanhar, com um olhar dos anos 80. Espero gostar. 

Não vingou!

Não deu certo a reprise de Belíssima. Uma pena, a novela é boa. Eu gosto muito, muito mesmo. O único problema desta novela, na minha visão, é a “enrolação” dos primeiros 20 capítulos, que são fracos e, para hoje em dia, são bobos. Penso que o departamento responsável pela edição dos capítulos deveria ter suprimido (editado) os primeiros capítulos, sem prejudicar a narrativa. E isso era possível. 

O Ibope, na casa dos 14 pontos, é muito baixo e vem refletindo diretamente em Malhação e indiretamente em Orgulho e Paixão. Claro, atual temporada de Malhação é bem fraca, para não dizer ruim, mas se o Vale a Pena Ver de Novo vai bem, puxa público para o horário nobre da Globo. 

Penso que a Globo deve agir o mais rápido possível em relação a Belíssima e a Malhação para que Espelho da Vida, que estreia em setembro, não seja também prejudicada. Não basta apenas editar (ou picotar) Belíssima, é preciso também mexer, dar agilidade à Malhação: Vidas Brasileiras.

Opções de qualidade

Não irei mentir, não tenho paciência para assistir a todos os capítulos de As Aventuras de Poliana e nem os de Jesus. Da trama infantil, do SBT, vi apenas os primeiros seis capítulos. Gostei muito. Ela prende, é envolvente, dramática, romântica. É incrível como Íris Abravanel evoluiu como roteirista. 

Sobre Jesus, só acompanhei os dois primeiros capítulos. E a sensação foi quase a mesma em relação à trama infantil. Aquela carga pesada (negativa) de Apocalipse não é sentida, pelo menos até onde pude acompanhar, em Jesus, que tem energia mais positiva, de otimismo, de paz. Resumindo: uma novela mais humana, mais tocável. 

Apesar da sensação do mais do mesmo, Jesus é muito superior a Apocalipse. Há apenas uma falha: a demora da entrada do personagem que dá nome à novela. Jesus (Dudu Camargo) só surgirá na história no nono capítulo (no ar no dia 6 de agosto). Acredito, que isso deveria acontecer no máximo no terceiro capítulo. 

Tanto Jesus quanto As Aventuras de Poliana são boas opções para quem não quer assistir ao Jornal Nacional. Independente de Ibope, se uma é vice ou se a outra é terceira colocada, o que importa é que o público tem opções, e de boa qualidade. 

Excesso de realities shows

E chega ao fim a quinta temporada do MasterChef Brasil. De audiência razoável para os padrões da emissora, em torno dos 5 pontos, mas com baixíssima repercussão. A emissora desgastou o formato. E, antes de ir totalmente para o ralo, deve produzir mais duas temporadas: uma com ex-participantes e outra com celebridades. Depois disso, deve ganhar uma pausa. Talvez um ano sabático. 

Sou super fã do formato do MasterChef, porém, é impossível acompanhar uma temporada atrás da outra. Além da edição dos amadores, tem a dos profissionais. Tem uma hora que cansa, abusa. 

Outro reality que precisa de uma pausa é o The Voice Brasil. Sem paciência, optei por não assistir a atual temporada, que agora passa duas vezes por semana. Meu senhor, haja suco de maracujá. Se as emissoras não nos poupam, eu me pouparei. A partir de agora, acompanharei apenas a edição infantil do The Voice, o Kids. 

Falando nisto, o Canta Comigo, da Record TV comandado por Gugu Liberato. É a melhor aquisição da emissora nos últimos anos. Só que o formato é muito parecido com os que já estão desgastados, como o The Voice. Ou seja, o mais do mesmo. 

Gostei do Canta Comigo, a dinâmica é boa. O que é ruim é a falta de espontaneidade dos jurados, que ficam conversando enquanto os participantes estão se apresentando. Alguns comentários, no meu ponto de vista, são bem forçados, no intuito de “querer aparecer”. 

E Gugu? Bom, está bem apagadinho no programa. É verdade. O Leifert também aparece muito pouco no início do The Voice. Discordo quando dizem que Gugu está sendo mal aproveitado. Ele não tem mais idade para ficar gritando, esperneando, agitando plateia. O Canta Comigo e o Power Couple Brasil são programas ideais para ele, hoje em dia. E não estou aqui com preconceito com idade, mas tudo tem sua época. 

“Fingimento”

Eu não consigo entender a que se passa na cabeça de Boninho. O Vídeo Show havia saído do fundo do poço e há algum tempo vinha consolidando dois dígitos de audiência. Tudo bem que, uma vez ou outra, perdia no confronto direto com o Balanço Geral, mas a média de audiência final do programa já era estável. 

Daí surge a ideia de colocar três ex-BBBs a mais na apresentação. Se já não bastasse Sophia Abrahão fingindo que assiste (e ama) a todos os programas produzidos pela Globo, agora somos obrigados a ouvir as mesmas coisas de outras três figuras designadas para a função de apresentadoras. No caso deste programa, a função das novatas é simples: ler de forma espontânea o teleprompter – um equipamento acoplado às câmaras de vídeo que exibe o texto a ser lido -, e fingir que é fã de todos os atores convidados ou citados nas reportagens, ou afirmar que assiste tudo que a Globo produz. Hahahahahaha! Chega a ser engraçado, para não dizer constrangedor. 

Com as novas integrantes, o Ibope do Vídeo Show caiu, em média, dois pontos.  Um dos diagnósticos iniciais da direção é que falta ‘humor’ ao vespertino. Daí a direção decidiu contratar Márvio Lúcio, o Carioca, do extinto Pânico na Band. Maurício Meirelles, ex-CQC, também estaria negociando uma participação no programa, que até onde se sabe tem como objetivo mostrar os bastidores dos programas produzidos nos Estúdios Globo. Se vai se tornar um programa de humor, acho nem os envolvidos sabem. #Deboche

Ranking das 20/21h

Para quem gosta de números de ibope, segue o ranking (desde a década de 90) do horário das oito, que hoje é das nove. Cada um analisa e faz os comparativos como quer. Só não esqueça que antigamente novela das oito começava as oito e meia, hoje começa quase as dez. #Deboche 

É isso, fico por aqui com minhas opiniões. À espera das de vocês. E aí, gostaram da estreia de O Tempo Não Para? Qual a avaliação final sobre Deus Salve o Rei? A obra medieval merecia empatar (no Ibope) com Rock Story? O que esperar de Sol Nascente? Será que João Emanuel Carneiro vai precisar de uma terceira chance? Por que Belíssima não está dando certo? O público da tarde quer drama (Manoel  Carlos) ou comédia pastelão (Walcyr Carrasco)? Comentem! 

Obrigado e até o nosso próximo encontro!

A audiência do primeiro capítulo de O Tempo Não Para

Com a missão de segurar, ou até mesmo de elevar, o público de Deus Salve o Rei, a TV Globo lançou na noite desta terça-feira, dia 31/07, a sua nova produção das sete, O Tempo Não Para, escrita por Mário Teixeira, e estrelada por Edson Celulari, Juliana Paiva e Nicolas Prattes.

O folhetim, previsto para ter 156 capítulos, estreou com o pé direito. No Ibope, segundo dados preliminares, na faixa entre 19h39 e 20h29, alcançou 31 pontos de média e picos de 34. A sua antecessora começou com 29,3 pontos, mas foi caindo e saiu de cena com 25,55 (26 pontos).

A história de O Tempo Não Para mostrará os desafios de pessoas nascidas no século 19 em plena São Paulo caótica do século 21. Congelados após um navio bater em um iceberg, em 1886, a família Sabino Machado vai parar na orla de uma praia no Guarujá, litoral paulista, 132 anos depois do acidente.

O responsável por socorrer parte dessa família será Samuca (Nicolas Prattes). Ele logo se apaixonará pela mocinha Marocas (Juliana Paiva). Entre passeios e descobertas contemporâneas, ambos darão início a um romance intenso e divertido.

Leia mais: 

Os resumos dos capítulos da primeira semana de O Tempo Não Para

O Tempo Não Para já tem data para terminar; saiba quando!

Diretor artístico de O Tempo Não Para aposta no realismo da trama

O Tempo Não Para tem direção artística de Leonardo Nogueira, e conta com colaboração de texto de Bíbi Da Pieve, Marcos Lazarini e Tarcísio Lara Puiati, pesquisa de texto de Yara Eleodora e direção-geral de Marcelo Travesso e Adriano Melo. O elenco é ainda composto por Christiane Torloni, Rosi Campos, Aline Dias, Maria Eduarda de Carvalho, David Junior, Cris Vianna, Bruno Montaleone, Olívia Araújo, Maicon Rodrigues, Kiko Mascarenhas, Cléo Pires, Felipe Simas, Carol Castro, Adriane Galisteu, Regiane Alves, João Baldasserini, Solange Couto, Raphael Vianna, Eva Wilma, Milton Gonçalves, Luiz Fernando Guimarães, Carol Macedo, Micael Borges, Juliana Alves, Alexandra Richter, Marcos Pasquim, Cyria Coentro, Lucy Ramos, Rafaela Mandelli, Wagner Santisteban, Bia Montez, Ricardo Duque, entre outros.

GNT estreia programa inédito "Sabor em Jogo" comandado por André Mifano

(Imagem/Divulgação)O novo programa Sabor em Jogo chega ao GNT no dia 06 de agosto sob o comando do chef e apresentador André Mifano e das juradas Andressa Cabral, chef e professora de gastronomia, e da sommelier Carol Oda. A cada episódio, eles recebem três cozinheiros profissionais ou amadores que terão que disputar ingredientes, responder perguntas sobre temperos e pratos, conquistar os utensílios necessários para preparar as receitas e lutar pelas louças que vão usar no empratamento. “Eu apresento, oriento e atormento os participantes quando eles merecem. Mas no final, o melhor prato leva”, brinca Mifano. A competição é mais um formato inédito do GNT, com produção da Moonshot Pictures. “Sabor em Jogo”, com 30 episódios no slot de 1 hora, será exibido de segunda a sexta-feira, às 19h.A competição é dividida em duas fases, ambas valendo pontos. Na primeira, os cozinheiros preparam uma receita livre, usando um ingrediente surpresa e obrigatório. Na segunda, todos preparam o mesmo prato. A cada prova, se deparam com diversos desafios que podem atrapalhar ou ajudar no preparo das receitas, também valendo pontos. Para vencer a batalha é preciso talento, conhecimento e, também, muita sorte. “Se você gosta de cozinha, games e emoção, pode se animar, porque finalmente existe um programa para você: o Sabor em Jogo. Três participantes disputam o título não só de melhor cozinheiro, mas de quem conhece mais de cozinha e é mais ágil, é claro”, adianta o chef.Nas redes do GNT, acompanhe um divertido quiz culinário com André Mifano e todas as novidades do “Sabor em Jogo”.

CRACKLE – Destaques da plataforma de agosto de 2018

Preacher é o destaque do mês. (Imagem/Divulgação)Conheça os destaques de agosto do Crackle, serviço de assinatura on-demand da Sony.Estreia exclusiva do mêsPreacher / 3ª temporadaO novo ano da série segue mostrando o ex-padre Jess (Dominic Cooper), a assassina Tulip (a indicada ao Oscar Ruth Negga) e o vampiro Cassidy (Joseph Gilgun) na busca por Deus, que está desaparecido do paraíso. Mas, antes, o trio vai tentar reverter a tragédia que encerrou a segunda temporada. Jess vai ter que apelar para as pessoas que ele mais repudia: sua família, cujos membros também são próximos do sobrenatural, mas de um lado ainda mais sombrio. Além desses problemas, o Anjo da Morte continua no encalço dos três para coletar suas cabeças.É imperdível porque:Baseada em HQ homônima da DC Comics criada por Garth Ennis e Steve Dillon, com adaptação para a TV feita por Sam Caitlin (que trabalhou como roteirista, produtor e diretor de Breaking Bad), Evan Goldberg e Seth Rogen (dupla responsável pelo roteiro de Superbad), créditos que asseguram o humor negro e a violência gráfica dessa série intensa, divertida e insana.#PreacherNoCrackle3ª temporada: dois primeiros episódios disponíveis em 1 de agosto; novos episódios todas às sextas-feiras. Temporadas 1 e 2 completas disponíveis no Crackle. Classificação indicativa: 18 anos• Destaques de filmesEscobar: Paraíso Perdido (2014)Sangue no Gelo (2014)Riddick 3 (2013)O Casamento do Ano (2013)Point Break: Caçadores de Emoção (1991)• Coleção do mês: especial Dia dos PaisForça para Viver (2014)O Impossível (2012)A Música Nunca Parou (2011)O Casamento do Ano (2013)Procurando Nemo (2003)Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)Os Incríveis (2004)A Gaiola das Loucas (1996)A Lenda do Tesouro Perdido (2004)Sinais (2002)

"As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme" estreia neste sábado no Telecine Premium

(Imagem/Reprodução)Quando fantasia e comédia se misturam, o resultado é diversão garantida! Pode reunir a família, porque a primeira Superestreia de agosto será animada com As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme, versão cinematográfica das histórias do herói das HQs, que chega ao Telecine Play e ao Telecine Premium no dia 4, a partir das 22h. Jorge e Haroldo formam uma dupla inseparável, do colégio à casa na árvore, onde mergulham na criatividade para escrever quadrinhos sobre um super-herói imaginário. Quando o diretor da escola, o rabugento Krupp, decide separá-los de turma, ele é hipnotizado pelos pestinhas e se transforma no Capitão Cueca. A aventura está só começando e eles vão aprontar muito pela cidade.